quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Orgulho de ser porfessor...


por Cleonilde Ribeiro de Souza Costa,

Quero compartilhar com as pessoas que visitam meu blog um pouquinho da minha paixão, os professores de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental tanto das Escolas Municipais quanto das Estaduais do município de Confresa, primeiro porque estão desenvolvendo projetos sobre leitura, produção de texto e outras temáticas muito interessantes. Segundo porque eles são pessoas que pensam e são possíveis de mudanças. Eu como professora Formadora acompanho esses projetos, ajudo a estruturá-los, dou idéias, participo de apresentações. São nesses momentos que percebo a mudança de atitude, postura. A expressão no ato da fala de cada um deles é fundamental para que saibamos dizer algumas coisa depois. Enfim, são ações pedagógicas muito significativas para o desenvolvimento da aprendizagem dos aluno e da experiência do professor, que é o foco da proposta do Gestar II.
Os professores estão envolvidos com essa proposta, mas para percebermos essa evolução intelectual dos alunos e dos docentes é necessário pararmos. Darmos valor a essas pessoas que estudam, preparam as aulas. Não se cansam de acreditar no potencial dos adolescentes. Sonham também como nós formadores.
A valorização do professor está muito além da folha de chamex, do aparelho do DVD, do laboratório equipado, da biblioteca organizada... Muito além, estão os sentimentos, o calor das mãos ao cumprimentá-los, a sinceridade nos olhos quando visitamos a sala de aula, o silêncio quando damos a oportunidade para que eles nos contem suas angústias, medos, desafios, e o melhor de tudo: a confiança depositada neles diante da proposta lançada. Ninguém vence sendo olhado de lado ou como dizem os mais velhos "de baixo para cima", muito menos sem olhar nos olhos.
É preciso cativar, combinar, acreditar, falar, escutar, compatilhar e nos apaixonarmos por eles. A soma da energia positivas que eles trazem nos dias das Oficinas, de tudo que aprendemos com eles nos momentos das visitas escolares são o bastante para continuarmos apostando na educação de qualidade. No entanto, é fundamental conhecermos o que temos para projetarmos o que queremos. A Formação Contunuada também tem este papel, o de conhecer o que os professores pensam, para depois sabermos do que eles são capazes.
Pensar no resultado do Gestar no final de novembro, é principalmente, se atentar para a mudança de pensamento do professor, de como ele olha para seu aluno. Não mais como mediador das ações de sala, mas como parceiro no processo de aprendizagem, porque mediador até o próprio aluno pode ser. Daí, o processo de parceria será o responsável pela ligação entre o que o aluno sabe e o que o professor pode oferecer.
Com certeza, o professor não será mais aquele que acredita que o ensino da língua estará restrito apenas a variante padrão porque ela é a língua materna. Mas de que a gramática é um dos aspectos que contribue para a estrutura da escrita dessa língua. Antes de ensinarmos aos nossos alunos o que é a língua, devemos refletir sobre o que disse José Saramago no Filme: Língua-Vidas em portugês: "Não há uma língua portugesa, há línguas em portugês". E ousar mais, quando digo que me apaixono pelos porfessores cursistas do gestar II de Confresa é porque concordo com Mia Couto ao pensar nos usuários do língua da seguinte maneira: "No fundo, não estás a viajar por lugares, mas sim por pessoas", referindo-se aos lugares por onde ele passa realizando suas obervações de escritor. É nesse sentido que devemos pensar no professor da Formação Continuada. Não estamos discutindo didática de sala de aula, mas sim pessoas.


Nova Programação para os Encontros do Gestar II.

Atenção cursistas do Gestar II, Língua Portuguesa,
Vocês estão convidadíssimos para a Formação Continuada: dia 17/10/2009, na Escola Municipal Vila Tapiraguaia, de 7:30 às 11:30 e das 13:30 às 17:30, Caderno de Teoria e Prática 2. Socializaremos os relatos e as atividades dos alunos. Tragam as dúvidas quanto aos projetos e se preparem para a discussão teórica dos pontos importantes dos estudos realizados sobre a temática: Análise linguística e Análise Literária.
Um grande abraço, espero vocês,
Cleonilde, 02 de outubro de 2009, Confresa - MT.

Linguagem em foco

por Marli José Alves e Lindalva Gonçalves.

Sabemos que o ensino da língua é muito complexa, pois há uma diversidade cultural muito grande em todos os países. É esta mistura que faz com que todos sejamos diferentes e ao mesmo tempo não diferentes.
Jamais devemos excluir das discussões de sala de aula e dos nossos alunos o jeito de falar de cada um, pois ninguém fala totalmente certo ou errado. Existem as adequações que devem ser ensinadas, mas de maneira que não venha desistimular o educando.
Temos que fazer proveito das variantes que nos cercam porque se formos sábios, aproveitaremos as riquezas de tudo isso, a língua faz parte da cultura de um povo. É importante respeitar toda diversidade cultural de determinada comunidade, sendo assim, o ato de conhecer é a base para que haja esse respeito tão esperado e discursado pelas pessoas e professores. Todos os contextos sociais são muito ricos em conhecimentos, é a língua viva que conduzem saberes. Daí a importância de refletir sobre as experiências dos usuários da língua portuguesa.

Língua e Cultura


por Meyre Rosa (Málbya) e Odila Josefina.


Podemos perceber que a comunicação promove o encontro das pessoas com o mundo, renovando idéias e ampliando conhecimento tanto por meio da linguagem oral quanto por meio da escrita. Percebemos que quem articula bem as palavras consegue mais facilmente se expressar e conectar-se nesta esfera globalizada que é o mundo em que vivemos, independentemente de classes sociais ou em diferentes localidades, basta estar inserido no contexto que as relações fluem por meio da linguagem humana.

Ao assistir o filme indagamos-nos se estamos trabalhando conforme as necessidades em que encontram os nossos alunos. Às vezes, trabalhamos mais com a norma padrão e exigimos isso deles e deixamos de lado a realidade que estar presente, as funções sociais da língua.

Através do filme, Língua-Vidas em portugês, podemos obervar as diferenças: línguas, costumes, valores e regras gramaticais. Idependente de qualquer região nós podemos nos comunicar com outro, lembrando que este método chama-se interdisciplinariedade, e que devemos aceitar e respeitar as variantes linguísticas de cada um. "Ouvir, entender e falar depende do esforço de cada um."

Língua Portuguesa,

por João Paulo Machado e Valmir Sousa Ventura.

Percebe-se que a língua pertence a todos os membros de uma comunidade, por isso é considerada parte do patrimônio social e cultural de um povo. O processo da fala e escrita são características básicas da comunicação, assim sempre que falamos e escrevemos, levamos em conta quem é o interlocutor e qual é a situação em que estamos nos comunicando.
Assim a fala se modifica conforme a história pessoal de cada indivíduo com sua formação escolar e cultural, com a influência que recebe do grupo social a que se pertence. Em contato com outras pessoas, na rua, na escola, no trabalho, observa-se que nem todos falam da mesma maneira dentro de um mesmo grupo, imaginamos então, as diversidades existentes de se falar a língua portuguesa nas diferentes partes do mundo.
Portanto, ao analisar a língua portuguesa de uma maneira geral é importante conhecer e valorizar toda essa diversidade que ela possui, com os vacábulos, os sotaques, as gírias e as expressões próprias de uma determinada localidade.

Educação e vida

Uma linda mensagem é sempre bem-vinda! Veja esta!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Reflexão do Filme: Língua-Vidas em portugês,

por Edna Leonel e Noemia Souza Ventura

A nossa língua é a nossa alma, toda pessoa que é capaz de raciocinar, é capaz de amar. Amar sua origem, a sua língua.

Desde o princípio da vida do ser humano a língua já se manifestava, mesmo de maneira primitiva já havia comunicação. Com o passar dos anos, a língua foi cada vez mais se aprimorando com a influência de culturas de povos que migravam entre países.

Com base nos depoimentos das personagens do filme, percebe-se que a linguagem continua passando por um processo de transformações cada vez mais intenso. Às vezes, no nosso dia-a-dia, com muita frequência, nos surpreendemos com situações que nos levam a perceber e analisar as variantes que a língua sofre. Nestes ambientes, podemos descobrir novas culturas e também novas maneiras de relacionar com o outro.

Isso nos leva a refletir que, por mais que se conheça a língua, mais desconhecida ela se torna, por isso, nos remete a repensar nossas práticas pedagógicas e também a respeitar a diversidade cultural de cada povo, de cada pessoa.

Uma prévia sobre a língua,

por Cristian Alex e João Carlos

A língua é comunicação.
É cultura de um povo
é nascer de novo
em constante transformação.

Que língua falo eu?
Que língua tu falas?
Falamos muitas!!

Muitos dizem nóis vai...
O caboclo diz: me dá!
O jovem exclama: Fala sério!
Minha língua é dinâmica.
Ela se enrola com a sua.

Língua é o que falamos,
cantamos, gritamos...
na língua não há cor,
raça ou preconceito
quem sabe sabor...

Usuários da língua.


Por Adriana Borges e Elaine Cristina Bernardes, professoras da Rede Municipal de Confresa - MT.




Conforme Mia Couto, a língua é história, a partir da mesma podemos traduzir diversas culturas em que sujeitos são os protagonistas reais desta historicidade.


O ser é constituído enquanto ser a partir de sua identidade, e essa identidade pode ser percebida através de sua língua e cultura. Diante disso, a cultura substitui a raça, pois os sujeitos que compartilham a mesma cultura, independentem de sua raça.


Segundo José Saramago, há uma necessidade do ser em pertencer a algo, mas na verdade nós não pertencemos a nada, por isso necessitamos de uma língua para pertencer a um povo, ou a uma determinada cultura.


É dentro desse panorama do ensino da língua que surge o sujeito-aluno que é um usuário da língua em que utiliza toda a gramática com bastante fluência sem identificar os elementos sintáticos que cosntituem a língua materna na qual está inserido.


Diante dessa reflexão podemos fazer uma análise de como a língua é viva, as pessoas que se relacionam, tornam essa vivacidade mais perceptível, onde histórias, crenças e culturas podem ser apreciadas através de uma língua.

confresa-M,T 11 de setembro de 2009.

AÇÕES PEDAGÓGICAS DO TP 1, SETEMBRO DE 2009.


As ações pedagógicas do Caderno de Teoria e Prática 1, do Programa de Gestão da Aprendizagem (GESTAR II) de Língua Portuguesa foi realizada na Sala do Curso de Letras, Núcleo Pedagógico de Confresa, no dia 11 de setembro de 2009. Após dar as Boas Vindas aos cursista com uma linda mensagem: " Educação e Vida"- "Não há aprendizagem sem abertura, ter uma mente aberta é ter escolhas..." Iniciaram as nossas reflexões. Nesse Grande Encontro estavam presentes: a nossa Coordenadora do Gestar II, Lucimar Aparecida Soares Silva Augusto, também Assessora Pedagógica da área de Matemática da Secretaria Municipal de Educação de Confresa, e claro, meus cursistas lindos maravilhosos: Escola Municipal Rural Santo Antonio: Cleider Pereira, Maksimila Vieira, Lindalva Gonçalves; Escola Municipal Rural Jacaré Valente: Marli José Alves, Willes de Sousa; Escola Municipal Rural Novo Planalto: Manoel Lopes; Escola Municipal Rural 1º de Maio: Cristian Alex que está desenvolvendo um projeto: a correspodência com alunos do ensino fundamental que é de dá brilhos nos olhos; Escola Municipal Valdemiro Nunes: Dinair Rodrigues; Escola Municipal Rural Sol Naescente: Lenair Pereira e Rosalina de Almeida parceria que deu certo, elas conseguiram despertar nos seus alunos o gosto pela produção de texto! Eles adoram desafios, incluisve, tem trabalho desses jovens fixados no mural da Secretaria Municipal de Educação. Escola Municipal Pau-Brasil: Sandra Martins; Escola Municipal Creuslhi: Valmir Sousa Ventura e Elaine Cristina Bernardes; Escola Municipal Tapiraguaia: Meyre Rosa (Málbya) que vem brilhando com o trabalho sobre Literatura de cordel e Cultura Indígena; Escola Minicipal Central: Adriana Borges dos Santos, Zilda Maria Gabreil, Odila Josefina são três professoras de peso, mas não é desse peso que vocês estão pensando! Elas desenvolvem atividades em conjunto, os alunos trocam experiências de produções de textos e leituras. As tarefas são divididas para dar um brilho especial no final de cada ação dos Tps; Escola Estadual 29 de Julho: Edna Leonel e Ocivaldo Bezerra, cada um mais ativo que o outro. A Édna, por exemplo, está desenvolvendo projeto sobre história da nossa cidade que é uma coisa! Super rico, interessante, ainda mais quando recebe apoio dos coordenadores e da ilustríssima diretora Sebastiana, eles estão no caminho certo. Escola Estadual Teotônio Carlos da Cunha Neto: João Carlos de Brito, João Paulo Machado, Noemia Sousa Ventura, esta última está arrancando suspiros da garotada com o "Esquadrão da Notícia- Oitava News", o projeto que incentivou a turma a ler e escrever melhor.

Os Cursistas que não quiseram "dar o ar da graça" nessa data, esperarei nas próximas Oficinas.

Os trabalhos realizados por todos os professores que participam da Formação Continuada do Gestar II fazem a diferença na vida dos adolescentes, principalmente porque nós acreditamos neles, e esse ano de 2009 tivemos, a oportunidade de pensarmos com mais cuidado a nossa prática docência. Através dos estudos do Gestar II percebemos o quanto é importante refletirmos sobre nós mesmos diante do fazer na sala de aula. Só a partir disso, é que sabemos como conduzir o que é de melhor para o ensino/aprendizagem da língua e todas as áresa que contemplam nossos saberes.

Linguagem e Cultura foi o nosso tema. Para apimentar nossas idéias antes das discussões assistimos o filme: "Língua- Vidas em português", depois em dupla reproduzimos o que ficou de melhor em nossas mentes sobre a nossa língua portuguesa, ela que tanto se "recheou, incorporou saberes diferentes". Hoje é discutida, compreendida e falada, de modo que a "comunicação pela palavra" também se expande em larga escala como a produção de algodão, café, minérios...
Assistimos também o vídeo: "Nossas línguas brasileiras", direção de Neide Duarte, que se refere aos índios do Parque Indígena do Xingu. O texto do filme retrata a tentativa dos índios de várias etnias de resgatar línguas que estão perto da extinção. É uma leitura muito interessante. Da mesma forma que os índios acreditam na importância do registro para que se guarde raízes da língua mãe. Da mesma maneira tentamos discutir a importância dos registros e estudos sobre a língua portuguesa a fim de compreendermos melhor nossas origens.
As produções de textos foram significativas, por isso quero compartilhar com você. Elas estão por aí, boa leitura.

Com carinho, Cleonilde.